Mas que vergonha!

Que vergonha mesmo! O blog fez aniversário de 1 mês sem qualquer sinal de vida! Isso sim é desinteresse. De informação útil, a parada foi proporcionada por uma folga imensa associada à uma preguiça nunca vista (mentira).Bom, aos leitores, peço desculpas; vamos ao que interessa.

 

Impressionante o que acontece em um período de 30 dias. Escândalos, chacinas, protestos, mortes… Vamos tentar resumir a maioria desses acontecimentos.

 

Mais um vendaval (piada horrível) arrasou a imagem do Sistema Judiciário; no dia 13 de Abril, a polícia executou a Operação Hurricane que investigou e revelou o envolvimento de magistrados em decisões favoráveis a empresários que mantinham bingos e caça-níqueis funcionando.

A PF mostrou que os magistrados chegavam a receber mais de R$30 mil por mês para manterem os bingos em funcionamento.

Juízes, advogados, desembargadores, funcionários públicos, técnicos do Tesouro Nacional…Neste caso, mostraram serem tudo farinha do mesmo saco.

O detalhe mais curioso foi que, essas suspeitas, de liminares e venda de sentenças, sobre juízes começaram na época do bom e velho mensalão.

 

De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, um dos acusados, que teve o nome mantido em sigilo, beneficiado pela delação premiada, declarou na PGR (Procuradoria Geral da República) ter feito intermediações no pagamento do juiz Manoel Álvares, ligado ao esquema de compra de deputados.

Depois do Furacão foi a vez de Têmis entrar em vigor. A operação da polícia militar, que contou com mais de 80 mandados de busca e apreensão, solicitando também, no total, 43 pedidos de prisão. O pedido foi negado pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça).

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“Têmis, deusa grega da justiça. À questão de curiosidade, Têmis não é cega

Tudo muito bom, muito bonito. O problema é o Foro Privilegiado. Os inquéritos contra os magistrados vão para a PGR, e passam a tramitar no STJ. A pena? Aposentadoria compulsória.

Esplêndido!

Na operação, foram apreendidos mais de 51 carros de luxo; a soma passa dos R$10 milhões. Fora o dinheiro encontrado nos escritórios, as jóias, e os R$ 30 milhões que sumiram com suspeitos foragidos.

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“aqui não tem carro de pobre não”

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, o ministro do STJ, Gilson Dipp, afirmou que ” o mito do juiz intocável caiu”.

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“O juiz defende o uso de grampos telefônicos nas investigações.”

Eu duvido. Com esse foro privilegiado, só ficou preso Ernesto da Luz Pinto Dória (Juiz TRT-SP), por porte ilegal de arma. Um detalhe interessante foi que foram usados escutas telefônicas durante a investigação. Um mês antes, o lobista Sidney Ribeiro, que é acusado de ser intermediário na quadrilha, contratou dois policiais para rastrearem os telefones que o grupo utilizava.

Simples: liga-se para a telefônica e pergunta-se “Existe algum grampo no meu telefone?” “Sim”, disse o funcionário. Pronto, os membros são alertados e provas somem.

Sim, isso aconteceu.

Agora nos resta acompanhar o desenvolvimento dessa epopéia dramática chamada governo nesse circo chamado justiça.

Vai de mussarela aí?

 

 

~ por Cauê Fabiano em Terça-feira, 24 Abril 2007.

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