Renascimento

Pois é. Após quase 3 meses de estagnação, voltemos com o blog! Realmente, para qualquer blogueiro isso é uma vergonha. Eu só recebia visitas de pessoas procurando coisas como “banheira do Gugu; blog de lésbicas”, enfim, visitas de gente que não procura o que acha aqui.

Voltando à folga, muitas coisas aconteceram nesse meio tempo. A complicação do caos aéreo só aumentou, as CPI’s estão mais contraditórias que nunca, e fomos espectadores do maior e pior acidente da aviação brasileira.

E, desde então, as cenas que seguiram foram arranhando cada vez mais a imagem da cúpula brasileira.

Dia 17 de Julho, o Airbus A-320, vôo 3054 da TAM, choca-se com o depósito de cargas da TAM Express ao pousar no aeroporto de Congonhas, com 187 passageiros, deixando o vôo sem sobreviventes, e aumentando o saldo de fatalidades para quase 200, devido aos funcionários que trabalhavam no edifício.

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Até agora, o país agoniza diante da tragédia. Devido à alta temperatura que o avião ficou após as explosões (beirando aos 1000°C), os corpos ficaram extremamente carbonizados, e, alguns, irreconhecíveis. O número de identificados chegou a 100 vítimas.

Porém, alguns corpos sofreram calcinação, ou seja, nem com exames de DNA poderão ser identificados.

Ver a agonia, a impotência e a indignação das 200 famílias fez o país perguntar, novamente, até quando?

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Vergonhas Congonhas, com uma pista de 1 939 m, abaixo do recomendável, sem escape, sem os groovings (na época do acidente) que contribuem para a drenagem da pista e crivada em uma grande metrópole, tem soma de desastre, não de aeroporto.

É, como disse Josias de Souza em um excelente texto, publicado no dia 21 de Julho, Se alguma coisa pode dar errado, dará”. A ”Lei de Murphy” foi injetada no folclore da tecnologia. Hoje, aplica-se a todas as situações. Inclusive ao infortúnio aéreo do Brasil.”

Somos assolados pela Lei de Murphy, pelo descaso. Somos parte de um país que gasta 3,7 bilhões no Panamericano e constrói um novíssimo aeroporto mineiro, no valor de 100 milhões de reais (dinheiro do contribuinte, detalhe) que ser ve maquete, pois não foi inaugurado, mas que não consegue sequer organizar o próprio céu.

Rio de Janeiro, cenário do Pan e cenário da guerrilha urbana; de que adianta tudo isso, afinal?

E desde então, a culpa foi sendo jogada de mão em mão. Falha mecânica, falha humana, problema da pista, chuva… Gestos e pepinos vieram à tona, de tal maneira que passo acreditar que realmente vivemos em um circo, sem lona, à mercê de algum avião se chocar, em uma tentativa desesperada de tentar acordar nossos líderes, que estão mais interessados em ver o circo pegar fogo.

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~ por Cauê Fabiano em Segunda-feira, 30 Julho 2007.

2 Respostas to “Renascimento”

  1. Noticia velha, Cacau.
    Cadê a morte do Bergman,
    e cadê a fuga dos cubanos?

    Noves fora.

    Bem vindo de volta!
    Vc sbe qe a interNET tiii adorá, né broder dá panqueca?

    Beijo.

  2. oie. nossa, pior que isso é 100% verdade. E de tanto a assunto passar de mão em mão, a gente tentar entender, confabular com os amigos chega num ponto que a gente nem sabe mais em que pensar. Vergonhas, isso sim.
    e estou começando a achar que a lei de murphy foi criada para ser usada aqui no Brasil, só pode…
    mas que bom q vc gostou do meu blog! volte sempre que quiser. beijos

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